O ataque com drone a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos interrompeu a energia externa do reator 3 da Barakah nesta semana. A usina operava com geradores diesel de emergência por cerca de 24 horas, após o ataque ocorrido no domingo.
Autoridades dos Emirados disseram que a explosão atingiu um gerador fora do perímetro interno, elevando temores de dano ao pátio de disjuntores que fica além do muro ao redor dos reatores.
Especialistas apontam que a energia de reserva deveria ter mantido o resfriamento adequado do núcleo. Não houve liberação de material radioativo, segundo o órgão regulador nuclear do país.
Atualização do status
Ontem, a Agência Internacional de Energia Atômica informou que o fornecimento externo foi restabelecido ao reator 3, de modo que ele não depende mais de geradores de diesel para operar.
O presidente da IAEA, Rafael Grossi, reiterou que instalações nucleares e outras infraestruturas críticas devem evitar ataques militares. A agência acompanha impactos em segurança de usinas ao redor do mundo.
O governo dos Emirados não detalhou danos ao retorno de energia, mas ressalta a importância de proteção de sistemas elétricos que sustentam o resfriamento de reatores em situações de crise.
Contexto internacional
Especialistas destacam que o incidente aumenta preocupações com a proteção de usinas nucleares em guerras. O episódio ocorre em um momento em que reatores em outros países, como Ucrânia e Irã, enfrentam tensões.
A Barakah é a principal fonte de energia do país, respondendo por parte significativa da eletricidade nacional. O episódio reaviva debates sobre normas de conflito e proteção de instalações civis.
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