O Departamento de Defesa dos Estados Unidos abriu uma investigação interna para apurar se comandantes militares seguiram o procedimento padrão antes de lançar ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico leste. A auditoria envolve operações sob o Comando Sul dos EUA, com sede em Doral, Flórida.
O objetivo é verificar se o processo de seis etapas, exigido antes de aprovar e realizar ataques letais, foi cumprido. O escritório do inspector general do DoD iniciou o inquérito de forma independente, sem requerimento do Congresso, segundo a porta-voz da instituição.
As ações sob escrutínio integram a operação Southern Spear, campanha para alvejar barcos na região caribenha. A operação já resultou em dezenas de ataques e mortes, gerando críticas sobre possíveis violações de direito internacional.
Contexto e repercussões
Relatos de organizações de direitos humanos e de observadores apontam que os ataques podem configurar execuções extrajudiciais, segundo avaliações independentes. Um painel da ONU já havia recebido preocupações sobre a legalidade das ações.
Dados de um rastreador da Just Security apontam pelo menos 58 ataques, com 193 mortos e 13 desaparecidos, desde o início da campanha. A administração anterior declarou que as ações estavam amparadas pela lei, tanto interna quanto internacional.
A resposta oficial do Pentágono à investigação não foi publicada, e o Comando Sul não respondeu de imediato a pedidos de comentário. A auditoria ocorre no Pentágono e na sede do Comando Sul, com prazos para indicar pontos de contato em até cinco dias.
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