Uma investigação britânica sobre um suposto plano de ataque a bomba contra a base da Força Aérea Real (RAF) em Fairford, no sudoeste da Inglaterra, segue cercada de incertezas. Os cinco homens apontados como suspeitos foram liberados sob fiança na segunda-feira (28).
No domingo, três vans brancas foram encontradas perto da base, e os homens, todos britânicos residentes em Londres com cerca de 25 anos, foram detidos.
A polícia afirmou que os agentes realizaram uma análise minuciosa dos veículos com o apoio de “recursos militares” e peritos forenses, mas as autoridades não divulgaram o que encontraram.
O jornal The Times e alguns outros veículos britânicos informaram, por outro lado, que a polícia não achou vestígios de explosivos, o que atenuou os temores de que um atentado tivesse sido frustrado, mas deixou muitas perguntas sem resposta.
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Estados Unidos reagem à libertação dos suspeitos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a jornalistas na segunda-feira (28) que ficou “surpreso” com a libertação dos cinco suspeitos pela polícia britânica e acrescentou que “não teria feito isso”.
Horas depois, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou o incidente como “uma situação muito grave (…) que claramente envolve a mão de um ator estrangeiro”, mas se recusou a dar mais detalhes.
No domingo (27), Trump havia dito que o Reino Unido e os Estados Unidos investigavam os suspeitos “havia muito tempo” e que eles “pretendiam causar um grande estrago ao nosso forte”.
Em março, o Reino Unido autorizou Washington a usar Fairford para “operações defensivas específicas no Irã”, com o objetivo de destruir mísseis iranianos na origem.
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Desde então, bombardeiros e outros aviões americanos foram vistos decolando e pousando na base, que é a única na ilha britânica usada para esse fim.
Ao anunciar a libertação dos suspeitos, o chefe da Polícia Antiterrorismo do Reino Unido, o comissário assistente Laurence Taylor, afirmou que os homens “continuam sob investigação”.
Ele ressaltou que seus agentes estavam mantendo a “mente aberta” e consideravam “todos os ângulos possíveis” no caso, incluindo a possibilidade de os suspeitos serem “intermediários” que estariam trabalhando, de forma consciente ou não, para um Estado estrangeiro.
A embaixada do Irã em Londres declarou “rejeitar categoricamente e condenar veementemente” as especulações de que Teerã estaria envolvida.
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Entenda o caso
O alerta de segurança veio a público depois que um fazendeiro que mora no vilarejo de Whelford, perto da base, chamou a polícia ao ver três vans bloqueando uma estrada e um grupo de homens mascarados fugindo do local.
Agentes armados prenderam os cinco homens sob suspeita de crimes envolvendo explosivos e, depois, por “suspeita de preparar um ato terrorista“, com base nas leis antiterrorismo.
Relatos indicam que a segurança da base teria sido reforçada recentemente.
A falta de clareza sobre o incidente do fim de semana deu origem a diversas teorias não verificadas, e alguns veículos de imprensa chegaram a relatar alegações de que os homens poderiam ser ladrões de combustível.
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“É um pouco estranho eles estarem aqui no meio da noite”, disse à AFP uma moradora enquanto cuidava do jardim no vilarejo vizinho de Kempsford.
“Se fossem terroristas de verdade, não os teriam soltado”, acrescentou ela, que pediu para não ter o nome divulgado.
Imagens aéreas das vans mostraram que elas pareciam transportar barris, e pelo menos uma exibia um logotipo e um número de telefone falsos, que davam a impressão de que o veículo pertencia a uma empresa legítima de entrega de diesel.
A empresa verdadeira afirmou em comunicado publicado em seu site que “nem o veículo nem qualquer uma das pessoas envolvidas tem qualquer ligação com a Fuel2U” e acrescentou que está cooperando com a polícia.
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