Germán Andrés Naranjo Maldini, executivo chileno, permanece preso em Guarulhos suspeito de racismo e homofobia contra um comissário de bordo de um voo da Latam, que seguia para Frankfurt. A defesa pediu à Justiça Federal que ele passe por avaliação clínica e psiquiátrica, alegando tratamento médico contínuo.
Segundo o advogado Carlos Kauffmann, o cliente faz tratamento psiquiátrico há mais de 13 anos e já teve internações relacionadas à saúde mental. A defesa afirma que Naranjo não tem plena noção do ocorrido e que a avaliação é necessária independentemente da prisão.
O caso aconteceu a bordo de uma aeronave que partiu do Brasil com destino à Alemanha. O comissário de bordo acionou a Polícia Federal após as supostas agressões, e a prisão preventiva foi decretada pela Justiça Federal. Maldini foi transferido ao Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.
A empresa chilena Landes, onde o executivo atuava como gerente, informou que ele será afastado formalmente de suas funções. A Latam repudiou qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo racismo, xenofobia e homofobia.
A Anac anunciou endurecimento de punições para passageiros que causem transtornos em voos nacionais, com leis que entram em vigor em 14 de setembro. As penalidades incluem multa e possível banimento de aeroportos por 12 meses.
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