Jonathan Andic, herdeiro da Mango, foi preso nesta terça-feira sob suspeita de homicídio na morte do pai, Isak Andic, ocorrida em dezembro de 2024 durante trilha perto de Montserrat, na Catalunha. A audiência ocorreu no tribunal de Martorell, em regime fechado, e a fiança foi fixada em 1 milhão de euros, permitindo a liberdade mediante pagamento.
A defesa do empresário de 45 anos nega envolvimento e sustenta que Isak Andic caiu acidentalmente durante o passeio por uma área turística com cavernas e penhascos. O caso ganhou novos contornos após a reapreciação das evidências pelas autoridades.
Novas evidências incluem análise de celulares de Jonathan e de suas irmãs, Judith e Sarah Andic. O jornal La Vanguardia destaca inconsistências em depoimentos que levantam dúvidas sobre onde Jonathan estava no momento da queda, onde estacionou o carro e se houve registro fotográfico no dia do evento.
Contexto sobre Isak Andic e a Mango
Isak Andic, nascido na Turquia, fundou a Mango em Barcelona em 1984, tornando-se uma das maiores marcas de fast fashion da Europa. O grupo chegou a quase 3 mil lojas em 120 países. Após a morte, Jonathan assumiu a vice-presidência do conselho da empresa e a presidência da holding MNG, enquanto as irmãs passaram a vice-presidentes.
Toni Ruiz, atual CEO e presidente do conselho, afirmou que a perda de Isak representa um vazio para a Mango, que continua sob gestão da diretoria existente e com as operações internacionais mantidas. A família Andic mencionou colaborar com as autoridades, mas não pode comentar o processo devido ao sigilo judicial.
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