Putin chega a Pequim para visita de Estado, quatro dias após a partida de Trump, em um movimento que reforça o papel diplomático da China. O presidente russo viajou a convite de Xi Jinping e desembarcou na capital chinesa nesta terça-feira, no horário local.
A visita marca a primeira vez neste mês que Pequim recebe os mandatários dos dois países, visto por analistas como uma demonstração de neutralidade e de peso diplomático da China diante de conflitos globais. Putin será recebido por Wang Yi ao chegar ao aeroporto.
Segundo o Kremlin, Putin e Xi discutirão assuntos bilaterais, fortalecimentos da parceria abrangente e cooperação estratégica, além de questões internacionais e regionais. O encontro ocorre antes da reunião prevista entre os dois líderes na manhã de quarta-feira.
A agenda envolve principalmente energia, economia e defesa, com foco em ampliar acordos entre Rússia e China. Rússia e China mantêm vínculos estreitos desde décadas, fortalecidos no contexto de sanções ocidentais e dependência energética mútua.
Dados oficiais indicam expansão das exportações russas de petróleo para a China no primeiro trimestre de 2026, em linha com o fortalecimento do comércio. A conversa sobre o gasoduto Poder da Sibéria 2 também deve aparecer, buscando ampliar o fluxo energético entre os países.
O tema Iran e o comércio bilateral permanecem relevantes, sem sinal de que a Rússia seja o foco central das conversas entre Xi e Trump recentemente. O contexto regional inclui tensões no Oriente Médio e preocupações com a segurança de abastecimento para a China.
A cooperação energética aparece como elemento-chave, dada a dependência chinesa de energia. O gasoduto e a participação de Pequim em contratos de longo prazo são vistos como estratégicos para evitar interrupções em cenários de conflito regional.
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