O governo britânico anunciou uma exceção aos sanções, permitindo a importação de diesel e combustível de aviação feitos a partir de petróleo russo, quando refinados em países terceiros. A medida entra em vigor nesta semana e não tem prazo definido.
O comércio internacional contornado envolve petróleo russo enviado a Índia, Turquia e outras nações, onde é refinado e reexportado como produto próprio. O Governo britânico informou que as regras podem ser revistas, alteradas ou revogadas a qualquer momento.
Reações internacionais
Um representante da UE criticou a extensão de waivers dos EUA, destacando que não é o momento de afrouxar pressões sobre a Rússia. A declaração reafirma a posição de manter o custo de vida sob controle sem beneficiar o Kremlin.
Energia e sanções
Os EUA também autorizaram a operação marítima para líquidos de gás natural originários dos projetos Sakhalin-2 e Yamal, incluindo serviços de envio e financiamento, até 1º de janeiro de 2027. A medida foi recebida com cautela na Europa.
O dia registrou tensões entre Rússia e aliados. A Rússia alertou a Latvíania sobre retaliação em resposta a ações de Kiev. Líderes bálticos e autoridades dos EUA reiteraram o compromisso com a defesa coletiva da OTAN.
Contexto regional
Na Ucrânia, forças russas lançaram dezenas de drones na noite anterior, provocando cinco mortes civis e 24 feridos. Um ataque atingiu Dnipro, com vítimas e danos em áreas residenciais, segundo autoridades locais.
No leste europeu, a região de Nevínnomisk, no sul da Rússia, voltou a ser alvo de drones. A área abriga a grande indústria química de Nevínnomysk Azot, já alvo de ataques prévios.
Luto e memórias
Em Kyiv, um funeral marcou o luto de Liubava Yakovlieva, 12 anos, e Vira, 17, assassinadas quando um míssil russo atingiu um prédio no dia 14 de maio. A cerimônia reuniu familiares, autoridades locais e a população em geral.
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