A Rússia, por meio do vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, alertou para o aumento dos riscos de um confronto direto com a OTAN e indicou que as consequências podem ser catastróficas. Segundo Ryabkov, a escalada de tensões envolve ações na esfera nuclear e amplia o perigo de conflito entre a Rússia e a aliança liderada pelos EUA.
O diplomata afirmou que há uma narrativa crescente em várias capitais europeias sobre a possibilidade de uma guerra de alta intensidade com a Rússia, o que, na visão dele, contribui para o agravamento do cenário.
Aviso ucraniano
Poucos dias antes, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia estaria avaliando lançar uma ofensiva contra um país da OTAN a partir de Belarus, país aliado que faz fronteira com Lituânia, Letônia e Polônia. Zelensky informou que Moscou estuda operações ao sul ou ao norte do território bielorrusso, incluindo potenciais ataques contra a Ucrânia ou diretamente contra membros da OTAN pelo território de Belarus.
Ele afirmou ainda que acompanha tentativas de cooptar Minsk para ampliar o envolvimento da Bielorrússia no conflito, sem detalhar fontes ou números específicos. Em declaração anterior, Zelensky já havia indicado ter informações de inteligência sobre esforços russos para persuadir Belarus a entrar na guerra.
A posição de Kiev reforça a continuidade de tensões entre Moscou e a aliança ocidental, com o tema central sendo a possibilidade de uso de território de Belarus como rota de ataque ou provocação contra países da OTAN.
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