O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (19) que Cuba é uma nação falida e que o país precisa de ajuda, mas não sabe como o regime cubano vai mudar. A declaração ocorreu durante um evento na Casa Branca, ligado ao projeto de um novo salão de festas da residência presidencial, estimado em cerca de 2,1 bilhões de reais.
A fala ocorre em meio ao agravamento das tensões entre EUA e Cuba. Desde janeiro, Washington ampliou sanções contra a ilha e implementou medidas que intensificaram a crise energética cubana. Em várias ocasiões, Trump sinalizou que Cuba pode ser alvo de novas ações dos EUA.
Nesta segunda-feira (18), governo cubano divulgou orientações à população sobre como agir em caso de intervenção militar dos EUA, com recomendações como estocar suprimentos e buscar abrigo contra ataques aéreos.
Contexto das tensões entre EUA e Cuba
O governo dos EUA tem pressionado Havana a adotar reformas econômicas e mudanças no regime político, sem abrir mão da soberania cubana de forma declarada pelo governo de Havana. A pressão inclui um embargo petrolífero que agrava a já crítica crise energética cubana.
A ofensiva de Washington inclui uma ordem executiva assinada em 1º de maio pelo presidente Trump, ampliando sanções econômicas, financeiras e comerciais em vigor há mais de seis décadas. Analistas avaliam possível escalada de restrições caso não haja mudanças no comportamento cubano.
Especialistas apontam que, após tensões com outras nações da região, o cenário para Cuba permanece sensível a medidas externas. Trump já indicou publicamente que Cuba pode ser a próxima na lista de ações do governo americano.
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