O governo da Bolívia pediu a saída do embaixador da Colômbia no país, alegando preocupações com a soberania nacional e interferência em assuntos internos. A decisão foi comunicada pelo Ministério das Relações Exteriores em nota oficial nesta quarta-feira, 20 de maio. A medida ocorre num momento de escalada das tensões diplomáticas envolvendo os protestos contra o governo.
Segundo o texto, a saída do diplomata colombiano é compatível com o direito internacional e não implica ruptura das relações bilaterais. A Bolívia afirma que a atuação de representantes estrangeiros está deixando de respeitar limites de soberania. O anúncio surge após declarações recentes de líderes colombianos sobre a crise interna boliviana.
A chamada à retirada acontece após o presidente colombiano Gustavo Petro descrever a atual onda de protestos no país como insurgência popular, em publicação realizada na rede social X no dia 17 de maio. A justificativa oficial boliviana é evitar qualquer intromissão externa.
Na prática, a medida acirra a tensão entre La Paz e Bogotá, em meio a cortes de estradas, fechamento de agências bancárias e mobilizações de sindicatos, mineiros e comunidades rurais. As atividades econômicas em La Paz têm sido afetadas pela instabilidade.
Diplomacia em tensão: autoridades internacionais acompanham o desdobramento. O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, informou ter conversado com o presidente Paz e alertou sobre tentativas de derrubá-lo do poder por parte de grupos derrotados nas eleições anteriores. A União Europeia pediu diálogo e manifestações pacíficas.
O Ministério das Relações Exteriores da Bolívia reiterou que a decisão não rompe vínculos com a Colômbia. A afirmação reforça a linha oficial de proteger a soberania, sem indicar mudanças mais profundas nas relações diplomáticas. A situação permanece sob monitoramento internacional.
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