O Irã ameaçou ampliar a guerra para além do Oriente Médio se os Estados Unidos realizarem novos ataques. A advertência foi feita nesta quarta-feira, 20 de maio, após o presidente dos EUA ter dito que esteve perto de reiniciar uma campanha militar. O anúncio ocorre seis semanas após Trump interromper a operação de combate para abrir espaço a negociações.
O regime iraniano apresentou, nesta semana, uma nova proposta aos EUA, repetindo termos já rejeitados pelo governo de Washington. Entre as exigências estão o controle do estreito de Ormuz, compensação por danos de guerra, levantamento de sanções, desbloqueio de ativos e a retirada de tropas americanas da região.
Trump afirmou, na segunda e na terça-feira passadas, que chegou perto de ordenar uma nova ofensiva aérea, mas adiou a decisão para não atrapalhar a diplomacia. O presidente alegou ter considerado a ação por horas, antes de manter a contenção.
Ormuz: bloqueio e impactos
O Irã mantém o estreito de Ormuz amplamente fechado para a maioria dos navios desde o início da campanha israelense-americana, em fevereiro, causando interrupções históricas no fornecimento global de energia. Os EUA reagiram com bloqueios aos portos iranianos no mês passado.
Dois grandes navios-tanque chineses, com quase 4 milhões de barris de petróleo, deixaram o estreito nesta quarta-feira, sinalizando flexibilidade de Teerã para países aliados. Informações públicas apontam cooperação entre Irã e navios chineses para atravessar a via.
O governo sul-coreano informou que um navio-tanque da Coreia do Sul cruzou o estreito em coordenação com o Irã. Dados do Lloyd’s List indicam que pelo menos 54 navios passaram pelo canal na semana anterior, o dobro da semana anterior, embora ainda bem abaixo do fluxo pré-guerra, quando cerca de 140 navios cruzavam diariamente.
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