O que aconteceu: Itália e França repudiaram o tratamento a ativistas pró-Palestina a bordo de uma flotilha dirigida a Gaza, interceptada pela marinha de Israel próximo a Chipre. Um ministro israelense de ultradireita postou vídeo provocando os detidos.
Quem está envolvido e onde: o ministro Itamar Ben-Gvir, da Segurança Nacional, aparece no vídeo em Ashdod, após os ativistas serem trazidos para o porto. A flotilha Global Sumud Flotilla (GSF) reuniu 430 participantes de mais de 40 países, com navios interceptados a oeste de Chipre, em águas internacionais.
Quando e por quê: a interceptação ocorreu na segunda-feira pela manhã, após a saída de mais de 50 barcos, partindo da Turquia na quinta-feira anterior. Israel afirma que manteve o bloqueio naval legal e que houve “alvos de protesto” contrários à passagem de ajuda de Gaza.
Parágrafos seguintes: a GSF acusa a ação de agressão “ilegal, em alto-mar”, relatando fogo de guardas, uso de jato d’água e choque com uma embarcação. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que nenhum munição viva foi usada e que os ativistas foram transferidos para navios israelenses.
Reações internacionais
França e Itália informaram que o tratamento é inaceitável e exigiram explicações. O primeiro-ministro italiano Giorgia Meloni classificou o episódio como violando a dignidade humana e pediu desculpas. Barrot, o ministro das Relações Exteriores francês, afirmou que seus nacionais devem ser tratados com respeito e liberados.
Parágrafo seguinte: o Adalah, grupo de defesa dos direitos, descreveu as imagens como evidência de uma política de humilhação. O governo israelense também informou que os ativistas seriam assistidos por representantes consulares ao longo do trajeto para Israel.
Contexto e desdobramentos
Geralmente, a flotilha buscava chamar atenção para as dificuldades em Gaza, com itens de ajuda como alimentos, fórmula infantil e itens médicos. O governo de Israel afirma que a operação visa impedir violações da sua soberania e do bloqueio marítimo imposto a Gaza.
Parágrafo final: em meio às críticas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel tem o direito de impedir flotilhas provocativas, mas avaliou que a forma como Ben-Gvir lidou com os ativistas não condiz com os valores do país, ordenando a deportação dos participantes assim que possível.
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