Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, disse nesta quarta-feira que a acusação dos Estados Unidos contra o antecessor Raúl Castro é uma manobra política sem embasamento legal, usada para justificar ações contra o país. Ele afirmou que a alegação revela arrogância e frustração de autoridades norte-americanas diante da Revolução Cubana.
O ex-presidente Raúl Castro, aos 94 anos, foi acusado nos EUA por conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio, em relação a um episódio de 1996. Ele era ministro da Defesa à época e é apontado como responsável pelo ataque contra aeronaves da organização Irmãos ao Resgate.
A acusação refere-se ao abate de duas aeronaves civis associadas ao Irmãos ao Resgate. Quatro homens teriam morrido, incluindo três cidadãos norte-americanos. Castro deixou a presidência em 2018, mantendo influência na política cubana.
Díaz-Canel afirmou que Cuba agiu em legítima defesa, dentro de suas águas territoriais, após repetidas violações do espaço aéreo por terroristas, segundo ele avisos solicitados pela administração dos EUA à época. O governo cubano sustenta que houve alerta prévio.
O escritório do Procurador dos EUA em Miami anunciou um evento programado para as 14h (horário de Brasília) para homenagear as vítimas do caso, com a intenção de reforçar a acusação contra Raúl Castro e outros indiciados.
Contexto histórico
A queda das aeronaves ocorreu em 1996, quando o grupo Irmãos ao Resgate realizava atividades contra o regime cubano. A Justiça norte-americana alega participação de Raúl Castro na ordem do ataque, enquanto Cuba sustenta que o episódio ocorreu durante uma operação de legítima defesa.
Desdobramentos legais
A acusação nos EUA envolve três crimes principais: conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio. Raúl Castro e outros réus respondem aos processos, com potencial implicações para as relações entre Cuba e Estados Unidos.
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