Putin e Xi reuniram-se em Pequim nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, para discutir o gasoduto Força da Sibéria 2. Não houve anúncio de avanço significativo; o Kremlin informou apenas um entendimento geral sobre o projeto.
As delegações não definiram valores ou cronograma. O gasoduto integra o plano quinquenal chinês 2026-2030 como obra prioritária de infraestrutura até o fim da década.
O Força da Sibéria 2 terá capacidade anual de 50 bilhões de m³ e ligará a Península de Iamal, na Rússia, à Mongólia e, depois, à China. Atualmente, há um memorando assinado em setembro de 2025.
Segundo o Kremlin, Putin afirmou que existe entendimento comum sobre os principais parâmetros. Detalhes precisam ser finalizados, mas o consenso já existe, segundo Dmitry Peskov.
A obra promete fluxo contínuo de gás russo para a China, ampliando receita para Moscou e ajudando Pequim a reduzir a dependência do Oriente Médio, após interrupções recentes associadas a conflitos regionais.
O projeto sucede o Força da Sibéria 1, concluído em 2019 com funcionamento até a capacidade total. O Força 1 liga Iacútia a Xangai e tem capacidade de 38 bilhões de m³/ano.
Em maio de 2025, a Gazprom informou que o Força da Sibéria já forneceu 100 bilhões de m³ à China. O acordo de longo prazo vai até 2049, prevendo volumes acima de 1 trilhão de m³ ao longo do contrato.
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