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Chanceler cubano acusa EUA de provocar ação militar contra Cuba

Chanceler cubano acusa secretário de Estado dos EUA de provocar ação militar e colapso econômico em Cuba, após vídeo em espanhol

Marco Rubio, secretário de estado dos EUA, e Bruno Rodríguez Parrilla, chanceler cubano. — Foto: Reuters
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A tensão entre Cuba e os Estados Unidos ganhou um novo episódio nesta semana, com críticas diretas do chanceler cubano à postura de Washington. Bruno Rodríguez Parrilla afirmou que Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, conduziu uma comunicação que, segundo ele, pretende provocar uma ação militar contra Cuba e divulgação de acusações infundadas sobre terrorismo. O chanceler informou ainda que o governo cubano não representa ameaça à segurança dos EUA e denunciou o que chamou de tentativa de provocar o colapso econômico e o desespero social na ilha.

Rubio publicou na última quarta-feira (20) um vídeo em espanhol dirigido aos cubanos, sugerindo uma “nova Cuba” por meio de uma relação direta entre EUA e a população local. O secretário de Estado também acusou o governo cubano de furto de recursos dos cidadãos e responsabilizou Havana pela crise econômica, pelos cortes de energia e pela pobreza. Rubio é natural da Flórida, filho de imigrantes cubanos, e tem sido uma voz marcante de oposição ao governo de Cuba.

Tensão entre Cuba e EUA

A disputa entre Havana e Washington se intensificou após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, quando os EUA passaram a pressionar o governo cubano por reformas econômicas e políticas. Cuba contesta as exigências, defendendo soberania e resistindo a pressões externas. Um embargo petrolífero impõe-se como parte das medidas que agravaram a crise energética na ilha, enquanto uma ordem executiva de 1º de maio ampliou sanções financeiras e comerciais.

Contexto regional

Especialistas destacam que, desde o episódio venezuelano, o tema de uma possível intervenção militar tem sido discutido com mais frequência em análises abertas. O Pentágono não confirmou qualquer planejamento específico, e autoridades cubanas reiteram que não representam ameaça aos Estados Unidos. Nesta semana também foi anunciada a acusação nos EUA contra o ex-presidente cubano Raúl Castro por um episódio de três décadas atrás envolvendo derrubada de aviões com norte-americanos.

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