A China criticou fortemente os EUA nesta quinta-feira (21), acusando Washington de abusar de meios judiciais para pressionar Cuba. Pequim pediu que o governo americano cesse pressões e sanções contra a ilha, em defesa da soberania cubana. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, destacou que a China se opõe ao uso de mecanismos legais para interferir em assuntos cubanos.
Segundo Guo, Pequim apoia Cuba na defesa de sua dignidade nacional e rejeita qualquer intervenção externa. As acusações contra Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, estão vinculadas a um caso de 1996 quando jatos cubanos teriam abatido aeronaves de exilados cubanos. Castro era ministro da Defesa na época e é acusado de conspirar para matar cidadãos norte‑americanos, entre outras imputações.
A denúncia ocorre em meio a tensões entre Washington e Havana, com o governo americano pressionando por mudanças políticas e impondo sanções. Em resposta, o tempo todo, o bloqueio contribuiu para a crise econômica e energética em Cuba e para apagões. O contexto envolve o esforço dos EUA para ampliar a influência na região.
Reação e desdobramentos
Em uma mensagem veiculada aos cubanos, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sugeriu abrir espaço para uma nova relação entre os dois países e mencionou possível ajuda de até 100 milhões de dólares, destinada a alimentos e medicamentos. Cubanos, contudo, enfrentam críticas internas sobre a ajuda externa e o impacto do bloqueio.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reagiu dizendo que Rubio atua como porta-voz de interesses questionáveis, mas não rejeitou a possibilidade de aceitar apoio. Rodríguez afirmou, em rede social, que o país avalia o pacote, destacando o efeito devastador das sanções sobre a população.
Entre na conversa da comunidade