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Cuba condena acusações dos EUA contra Raúl Castro

Cuba rejeita acusações dos Estados Unidos contra Raúl Castro pelo ataque de 1996, defendendo ação como legítima e acusando violação do espaço aéreo cubano

FILE PHOTO: FILE PHOTO: Cuba's former President Raúl Castro watches a May Day rally in Havana, Cuba May 1, 2025. REUTERS/Norlys Perez/File Photo/File Photo
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O governo cubano rebateu as acusações dos Estados Unidos de que Raúl Castro estaria ligado a um ataque a aeronaves norte-americanas. A defesa do país afirma que a denúncia é uma provocação política baseada em versões distorcidas do incidente de 1996.

Cuba sustenta que Washington manipula o episódio, ocorrido no espaço aéreo cubano em fevereiro de 1996, para justificar a pressão sobre Havana. Havana afirma ter apresentado denúncias formais a órgãos norte-americanos e à Organização da Aviação Civil Internacional na época.

A resposta cubana classifica a acusação contra Raúl Castro, de 94 anos, como ilegítima e parte de uma narrativa que busca justificar medidas coercitivas unilaterais, incluindo o bloqueio econômico em vigor desde janeiro.

Reação de Cuba e base legal

O governo cubano afirmou que a defesa cubana foi respaldada pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago e pelo princípio de soberania aérea. Em comunicado, Havana descreveu a acusação como desproporcionada e hostil.

Cuba ressaltou que as sanções dos EUA, associadas ao governo Trump, intensificaram a crise econômica e energética. O bloqueio inclui medidas sobre petróleo e restringe atividades de empresas ligadas ao aparato militar cubano.

A ilha também citou tensões regionais, como a detenção de Nicolás Maduro na Venezuela, destacando o impacto dessas ações na economia cubana, que enfrenta desabastecimento de combustível e dificuldades energéticas.

A defesa cubana enfatizou que as ações dos EUA não encontram respaldo legal e que o país mantém sua soberania frente a incidentes envolvendo a aviação civil, conforme normas internacionais.

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