O embaixador de Israel na França assegurou nesta quinta-feira que todos os ativistas franceses e de outras nacionalidades detidos em Israel serão repatridos o mais rápido possível, desde que não haja ligações com o Hamas. A declaração ocorreu em meio a tensões diplomáticas após a divulgação de imagens de detidos em condições degradantes. A Polônia também convocou o representante israelense no país.
Segundo o embaixador, a língua de lei foi alterada para permitir a saída rápida dos participantes da flotilha Global Sumud, tanto franceses quanto de outras nacionalidades. Ele informou que apenas quem tiver vínculos diretos com o Hamas poderá ser alvo de interrogatórios ou detenção em Israel.
Reação internacional e status dos detidos
O grupo Global Sumud reúne 430 pessoas, entre as quais 37 são cidadãs francesas e quatro brasileiras estavam a bordo. O Brasil emitiu uma nota oficial condenando o que chamou de tratamento degradante e pediu a libertação imediata de todos os ativistas detidos, incluindo os brasileiros, bem como o respeito aos direitos humanos consagrados em acordos internacionais.
A Polônia anunciou a convocação do encarregado de negócios israelense em Varsóvia para expressar indignação e pedir desculpas pelo comportamento de um ministro de Israel. Em Paris, o governo francês também chamou o embaixador de Israel para tratar do tema.
Contexto da operação e desdobramentos
Equipes israelenses interceptaram os barcos da flotilha na costa do Chipre e transferiram os ativistas para o sul de Israel, onde permanecem detidos enquanto prosseguem avaliações. A ação faz parte de uma operação para impedir a passagem da flotilha rumo à Faixa de Gaza, sob argumento de violar o bloqueio humanitário imposto pelo país. A imprensa internacional acompanha de perto as consequências diplomáticas e as denúncias de tratamento inadequado.
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