O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, trocou nesta quinta-feira o ministro do Trabalho, em meio a três semanas de protestos que envolvem trabalhadores, camponeses indígenas, transportadores e mineradores. A mudança faz parte de uma reorganização do gabinete para acalmar a crise.
Williams Bascopé, advogado de origem aimara, substituirá Edgar Morales, que havia recebido críticas do setor operário. Morales colocou o cargo à disposição horas antes da confirmação da troca. Paz afirmou que as organizações sociais terão espaço para diálogo.
Em La Paz, estradas bloqueadas seguem ocorrendo, com grande mobilização de manifestantes. Os bloqueios geram escassez de alimentos, medicamentos e combustível na cidade e no interior. Militares de diferentes setores acompanham a tensão social.
Acompanhando a evolução, o governo continua apontando a responsabilidade pela crise a grupos que, segundo autoridades, buscam enfraquecer o governo e a ordem democrática. O ministro das Relações Exteriores, Fernando Aramayo, reiterou a posição de não negociar a renúncia do presidente.
Pelo menos 44 pontos de bloqueio foram registrados até a quarta-feira, segundo a administração estadual de rodovias. O governo atribui a condução dos atos a ações associadas ao ex-presidente Evo Morales, que está foragido em relação a acusações judiciais.
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