O governo dos Estados Unidos indiciou Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, por homicídio. A acusação sustenta que ele autorizou ataques em 1996 contra aeronaves de uma organização humanitária, resultando em quatro mortes. Ele será julgado em território americano, ampliando a crise diplomática entre os dois países.
Além do homicídio, o ex-líder cubano responde por conspiração para matar cidadãos norte-americanos e destruição de aeronaves. A denúncia aponta que as ações teriam ocorrido no contexto de hostilidades entre Cuba e organizações associadas aos EUA.
Miguel Díaz-Canel, atual presidente de Cuba, classificou as acusações de manobra política sem base jurídica, dizendo que o processo visa justificar uma agressão contra Cuba. As declarações foram feitas nas redes sociais.
Donald Trump, presidente dos EUA até 2021, não comentou diretamente, mas classificou a notícia como libertadora para Cuba. O secretário de Estado Marco Rubio divulgou vídeo em espanhol criticando o regime cubano e anunciou ajuda humanitária de cerca de R$ 500 milhões.
Rubio ressaltou que o regime cubano teria enriquecido às custas da população da ilha. A usina de acusações aumenta temores de uma ofensiva militar semelhante a ações passadas contra a Venezuela.
Caso haja condenação, Raúl Castro pode enfrentar penas severas. Homicídio pode gerar prisão perpétua ou pena de morte nos EUA. Conspiração para matar cidadãos americanos também pode levar à prisão perpeta. Destruição de aeronaves pode resultar em até cinco anos por avião atingido.
Raúl Modesto Castro Ruz nasceu em Birán, Cuba, e foi figura central da Revolução Cubana ao lado de Fidel Castro e Che Guevara. Liderou as Forças Armadas Revolucionárias e manteve influência política por décadas.
Em 2014, Raúl anunciou, com Barack Obama, a reaproximação entre EUA e Cuba. A medida permitiu reabertura de embaixadas e maior fluxo de viagens, mas sofreu reveses com mudanças de governo em ambas as nações.
Raúl deixou a presidência em 2018, transferindo o cargo a Miguel Díaz-Canel. Três anos depois, saiu do comando do Partido Comunista. Mesmo assim, analistas o apontam como figura de peso no regime cubano.
Sua última aparição pública ocorreu no desfile de 1º de Maio de 2026, em Havana, ao lado de Díaz-Canel e outras autoridades do governo. A defesa da acusação permanece sob avaliação judicial nos EUA.
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