O presidente dos EUA, Donald Trump, negou que tenha deslocado o porta-aviões nuclear Nimitz para o Caribe com o objetivo de intimidar Cuba. Ele também sinalizou abertura para dialogar com o regime cubano.
O Comando Sul dos EUA informou a chegada do Nimitz e de seu grupo de ataque às águas do Caribe, em meio a tensões crescentes com Havana. A divulgação ocorreu no dia seguinte a acusações formais nos Estados Unidos contra Raúl Castro, por suposta responsabilidade na derrubada de aeronavesы da Irmãos ao Resgate em 1996.
Trump manteve discurso de ajuda humanitária à ilha, ressaltando a precariedade econômica de Cuba e a ausência de eletricidade, dinheiro e comida. O presidente mencionou a participação da comunidade cubano-americana, especialmente na Flórida, na ideia de possíveis investimentos para reconstrução.
Segundo o governo cubano, as novas sanções e o embargo de petróleo visam provocar o colapso econômico e aumentar o desespero da população. Havana negou ser patrocinadora do terrorismo e criticou as medidas que afetam a economia.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou Raúl Castro como foragido da Justiça, alegando provas da ordem de derrubada das aeronaves. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, contestou a acusação, afirmando que não há base para agressão militar.
Enquanto isso, Washington intensificou sanções e o bloqueio de petróleo contra Cuba nos últimos meses. O governo cubano reiterou que a repressão visa desestabilizar a ilha, que mantém posição de não reconhecer o risco à segurança dos EUA.
Nesta quarta-feira, Trump indicou que não haveria escalada de conflito com Cuba e mencionou um anúncio próximo sobre o bloqueio de petróleo, sem especificar datas.
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