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Fechamento de Ormuz pelo Irã agrava sofrimento de marinheiros presos no Golfo

Mapa iraniano de controle sobre Ormuz agrava o confinamento de mais de vinte mil tripulantes em dois mil navios no Golfo, com escassez de alimento e água e medo constante

Embarcações no Estreito de Ormuz , Irã, 22 de maio de 2026
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Dois a três parágrafos iniciais de texto, apresentando o fato central: Teerã fechou o Estreito de Ormuz, agravando o isolamento de marinheiros retidos no Golfo. A ação ocorre em meio a conflitos na região e restringe passagem de navios.

Mais de 20 mil tripulantes permanecem presos em cerca de 2 mil navios, relata a Reuters. Many estão sem desembarque, com pouca comida e água, vivendo sob medo constante em meio a uma zona de guerra.

A divulgação de um mapa pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico reforça reivindicações iranianas sobre uma faixa marítima ampla ao redor do estreito, aumentando a incerteza sobre as rotas de abastecimento.

Situação no Golfo

Navios ancorados ao largo de Dammam, no Golfo, exibem sinais de tensão. Marinheiros acenam de convés, numa rara tentativa de contato com o mundo externo, enquanto o setor tenta manter operações mínimas.

Mohit Kohli, capitão de um cargueiro preso, disse à Reuters que o Estreito fechado alterou starkamente o dia a dia a bordo, com refeições mais curtas e silêncio entre a tripulação. As equipes de substituição chegaram aos poucos.

A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) aponta atrasos salariais, recusa de repatriação e falta de provisões. Ao todo, mais de 2 mil pedidos de ajuda chegaram desde o início do conflito.

Esforços e impactos

Mohamed Arrachedi, coordenador da ITF para o mundo árabe e o Irã, afirma que a vulnerabilidade dos marítimos aumenta com a guerra. Muitos recebem entre US$ 100 e US$ 200 por mês, ou não recebem nada.

Segundo Arrachedi, há relatos de telefonemas de marinheiros em prantos pedindo ajuda. Cargas valiosas e navios enfrentam sistemas complexos de pagamento e permissões criados pelo Irã.

Pelo lado dos países do Golfo, oficiais destacam ações de apoio logístico. Suliman Almazroua, presidente da Autoridade Portuária Saudita, afirma que centenas de navios receberam suprimentos e que mais de 500 marinheiros foram retirados das embarcações.

Os relatos ressaltam que a intervenção coletiva é vista como essencial, não apenas para economia, mas para manter cadeias de suprimentos globais. A situação permanece sob monitoramento de organizações e autoridades regionais.

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