O México e a União Europeia devem assinar nesta sexta-feira, 22, um acordo de livre comércio negociado há anos. O atalho visa reduzir a dependência de Estados Unidos e contornar tarifas impostas pelo governo americano. A assinatura ocorre na Cidade do México, durante a primeira cúpula em mais de uma década.
A base do acordo já tinha sido fechada em 2025, mas a assinatura vinha sendo adiada. O pacto amplia o tratado vigente desde 2000, que tratava apenas de bens industriais. O novo texto abrange serviços, compras governamentais, comércio digital, investimentos e produtos agrícolas.
Detalhes do acordo
O tratado prevê acesso livre de tarifas para quase todos os produtos. Inclui itens agrícolas como frango e aspargos mexicanos, além de leite em pó, queijo e carne suína europeus, com cotas em alguns casos. O objetivo é diversificar exportações entre as partes.
A cúpula contará com a presença da presidente do México, Claudia Sheinbaum, da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. A reunião marca uma declaração geopolítica, segundo a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.
Implicações e próximos passos
Europa e México buscam reduzir a exposição ao mercado americano, que ainda impõe tarifas elevadas em parte de seus setores. As negociações foram retomadas após uma trégua tarifária e um acordo firmado em julho, com ritmo de aprovação sujeita a votação no Parlamento Europeu.
O Ministério da Economia mexicano estima que as exportações para a UE possam subir de cerca de US$ 24 bilhões para US$ 36 bilhões ao longo de 2030. O comércio entre as duas partes já cresceu 75% na última década.
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