O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu enviar mais 5.000 soldados para a Polônia, elevando a presença militar norte-americana no país. A declaração ocorreu durante uma reunião em Helsingborg, na Suécia, com ministros da Otan.
O anúncio, feito à imprensa, ocorreu em meio a tensões provocadas pela guerra no Irã e pela fratura interna dentro da Otan. O secretario de Estado, Marco Rubio, advertiu que a frustração de Washington com alguns aliados precisaria ser discutida em nível de líderes, sem previsão de solução imediata.
Rubio ressaltou que a relação entre EUA e Otan exige equilíbrio, ressaltando que alianças devem funcionar para todos os envolvidos. Ele sinalizou que a questão da cooperação e do compromisso com a defesa mútua é central para o alinhamento futuro.
A Polônia reagiu com moderado alívio ao anúncio, destacando a força dos laços com os EUA. O presidente polonês Karol Nawrocki afirmou que as alianças são baseadas na cooperação e no respeito à segurança compartilhada, em mensagens divulgadas nas redes sociais.
O ministro da Defesa polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, informou que o efetivo dos EUA no país permanece próximo do nível anterior, estimado em cerca de 10 mil pessoas. Ainda não ficou claro de onde virão os 5.000 militares adicionais.
Antes, autoridades polonesas haviam temido a suspensão de planos para um envio rotativo de cerca de 4.000 soldados. A confirmação dos 5.000 reforços indica continuidade da cooperação militar, embora o ponto de origem do contingente permaneça indefinido.
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