A ativista brasileira Beatriz Moreira, integrante de uma flotilha de ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza, afirma ter sido agredida e humilhada durante a operação de captura realizada pelas forças de Israel na última segunda-feira, 19. Ela relatou que foi abordada enquanto tentava socorrer uma criança ferida e que houve agressões físicas e constrangimento diante de outros ativistas e jornalistas presentes.
Moreira disse ter sido golpeada na cabeça e no abdômen e ter ouvido ofensas que a chamaram de terrorista, com a justificativa de que não tinha direito de ajudar as pessoas. Ela também contou que foi levada a uma delegacia em Israel, ficou detida por várias horas, passou por interrogatório e teve o celular apreendido.
A flotilha de ajuda, composta por ativistas de diferentes países, foi interceptada na tentativa de chegar à Faixa de Gaza com suprimentos e medicamentos. O governo israelense afirmou que a ação visava a proteção da segurança nacional, enquanto os organizadores dos primeiros detalhes classificaram o ocorrido como violação de direitos humanos e afirmaram que o objetivo era levar assistência à população palestina.
A brasileira Beatriz Moreira é uma das pessoas que relataram ter passado por agressões ou humilhações durante a operação. Ela afirmou que pretende continuar defendendo direitos humanos e o fim do bloqueio à Faixa de Gaza.
Intervenção israelense
- O que aconteceu: a flotilha foi interceptada ao tentar entregar ajuda humanitária à Gaza.
- Quem está envolvido: Beatriz Moreira e outros ativistas; forças de Israel.
- Quando: última segunda-feira, 19.
- Onde: operação de captura realizada em território israelense próximo à flotilha.
- Por quê: segundo Israel, a ação visava conter uma suposta ameaça; ativistas apontam violação de direitos humanos e intento de levar assistência.
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