Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajará a Washington para possível encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, entre 26 e 28 de maio. A viagem ocorre em meio a uma crise na pré-candidatura do senador, provocada por revelações envolvendo financiamento de uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A hipótese de reunião não foi oficialmente confirmada. O desgaste cresce após o The Intercept Brasil divulgar mensagens em que Flávio solicita recursos de Daniel Vorcaro, dono da empresa Vorcaro Master, para financiar o filme. Flávio nega irregularidades.
O governo brasileiro, sob Luiz Inácio Lula da Silva (/PT), acompanha a situação sob cautela. Um alto oficial afirmou que o resultado do encontro pode ser imprevisível e será avaliado antes de qualquer posição pública.
Contexto da crise
Relatos indicam que pelo menos 61 milhões de reais teriam sido transferidos por Vorcaro para a produtora do filme. Flávio negou envolvimento inicial, mas reconheceu o pedido de patrocínio, afirmando que não houve irregularidade.
Entretanto, o The Intercept Brasil também mostrou que o senador esteve com Vorcaro em São Paulo no início deste ano, pouco depois de o empresário deixar a prisão. Flávio disse que foi para encerrar as tratativas de patrocínio.
A Polícia Federal investiga se os repasses tinham como finalidade financiar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. O ex-deputado negou ter se beneficiado de recursos de Vorcaro.
Viagem e possíveis impactos
A ida de Flávio a Washington ocorre após a visita de Lula à Casa Branca, em maio, que não rendeu anúncios oficiais, mas foi considerada positiva pelos dois lados. A presença de Flávio nas proximidades de Trump aumenta o foco do cenário eleitoral.
Segundo interlocutores, a equipe de Flávio busca criar uma agenda positiva e desviar o foco das suspeitas. O governo acompanha a possibilidade de influência de Trump na campanha brasileira, sem admitir ingerência direta.
O Palácio do Planalto não descartou discutir publicamente os desdobramentos da visita, mas ressalta que avalia os sinais enviados por Trump durante e após o encontro. A direção do governo prefere não antecipar posicionamentos.
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