O choque da guerra com o Irã e seus desdobramentos estimularam rivais do Oriente Médio a apoiar um acordo de paz com Washington. A administração Trump enfrenta resistência de Israel e seus apoiadores, que contestam o conteúdo do acordo provisório.
O acordo, ainda provisório, foi selado ao fim da semana anterior após diplomatas do Paquistão e do Catar visitarem Teerã em busca de uma linha de entendimento. O objetivo é encerrar o conflito e abrir o Estreito de Hormuz.
Em conversa com Trump no sábado, líderes de um bloco de oito nações de maioria muçulmana defenderam aceitar o acordo. Eles também pediram a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Fontes próximas às negociações indicam que a pressão internacional busca reconstruir a confiança entre Teerã e Washington, com mediadores regionais impulsionando a aceitação do acordo. A ideia é reduzir a escalada militar e abrir espaço para dialogue.
A crise ampliou a percepção de que o poder americano no Oriente Médio está diminuindo. Países da região passaram a buscar garantias de segurança com novos parceiros, mantendo a presença de bases norte-americanas, porém diversificando alianças.
Ao mesmo tempo, a coalizão entre Emirados Árabes Unidos, Saudi Arábia, Qatar, Jordânia, Bahrain, Paquistão, Turquia e Egito ganhou força, em resposta a mudanças estratégicas. O agrupamento busca manter equilíbrio entre competitividades regionais.
Especialistas destacam que o esforço mediador, liderado pelo Paquistão, ajudou a tornar a mediação mais crível do que uma iniciativa isolada. Observadores indicam que a situação reforça a transição para uma arquitetura de segurança regional mais independente dos EUA.
Na paisagem regional, analistas apontam dois eixos emergentes: um conjunto liderado por Arábia Saudita e Paquistão, com apoio de Turquia e Egito; e outro, formado por Emirados, Índia, Israel e EUA. A ideia é conter tensões e evitar o colapso regional.
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