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Ministros ultradireita pressionam Netanyahu a retomar ataques ao Hezbollah

Ministros ultradireita pedem retomar bombardeios a Beirute em resposta a drones explosivos do Hezbollah; Netanyahu oferece medidas defensivas

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, sorriem no Knesset, o parlamento israelense em Jerusalém, em 23 de maio de 2023
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O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu nesta segunda-feira que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu retome os bombardeios contra Beirute em resposta aos ataques com drones explosivos do Hezbollah contra tropas israelenses e cidades do norte do país. A cobrança ocorreu na mesma semana em que houve morte de um soldado israelense em ataque de drone do Hezbollah. A defesa inicial recuou, preferindo medidas defensivas.

Smotrich, líder de um pequeno partido ultradireita, costuma ir além da linha oficial do governo, defendendo ações mais duras contra o Líbano. Durante a reunião de gabinete de domingo, o ministro ressaltou a necessidade de resposta contundente. Não houve confirmação oficial sobre o tom dessas declarações por parte do gabinete.

Outro ministro ultranacionalista, Itamar Ben-Gvir, afirmou que não se pode normalizar a presença de drones explosivos. Em tom duro, reforçou a ideia de retomar ações de alto impacto contra o Hezbollah, citando a possibilidade de mudança de estratégia.

Drones usados e resposta militar

O Hezbollah vem operando drones kamikaze FPV, de baixo custo e montagem simples, para atingir tropas no sul do Líbano. Essas ações ocorrem mesmo após o anúncio de cessar-fogo relativo à região. A polícia militar israelense afirma que, até o momento, não houve bombardeios significativos em Beirute desde meados de abril, mas as trocas de tiros persistem no sul do Líbano.

O governo de Israel informou ter aprovado um orçamento de 2 bilhões de shekels (aproximadamente US$ 693 milhões) para tecnologias que enfrentem a ameaça dos drones. O objetivo é alterar estratégias e melhorar a defesa contra esse tipo de ataque. O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, também teria sugerido respostas que envolvam ações contra alvos em Beirute, segundo relatos da imprensa. A defesa militar não confirmou oficialmente essas declarações.

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