O governo da Bolívia revogou, nesta quarta-feira, 27, uma lei de 2020 que dificultava a decretação de Estado de exceção e o uso das Forças Armadas para conter protestos. A medida foi anunciada após a Assembleia Nacional ter aprovado a mudança na véspera, 26, em meio a manifestações e bloqueios de estradas.
A modificação permite que o presidente Rodrigo Paz encaminhe um pedido de análise para o estado de exceção, que deve receber aprovação dos parlamentares em até 72 horas. A mudança contou com apoio de governistas e da oposição, em meio a pressões de lideranças ligadas a Evo Morales e a sindicatos.
Os bloqueios de estradas permanecem nas regiões de La Paz e El Alto, contribuindo para desabastecimento de alimentos, combustíveis e remédios. Hospitais relatam dificuldades como queda de disponibilidade de oxigênio e medicação, agravando a crise econômica que atinge a população.
Relatos de pacientes e familiares destacam dificuldades para obter tratamento médico. Em El Alto, uma família relata o desafio de levar uma criança de 13 anos com asma e problemas cardíacos ao hospital, com deslocamentos longos e custo elevado.
Autoridades de saúde indicam que, desde o início de maio, várias regiões enfrentam desabastecimento. O Ministério da Saúde aponta ainda que, até o momento, não há informações completas sobre o impacto nos serviços hospitalares, apesar de relatos de escassez.
Organizações locais e moradores continuam em protesto contra o governo de Paz, cobrando medidas para enfrentar a crise econômica e, em alguns casos, pedindo sua renúncia. Em meio aos protestos, a população questiona a disponibilidade de alimentos, medicamentos e serviços básicos.
Fonte de informações e atualizações: agências internacionais, com cobertura em La Paz e El Alto. A situação é monitorada por autoridades bolivianas e organizações da sociedade civil, com foco na garantia de atendimento médico e no abastecimento de itens essenciais.
Entre na conversa da comunidade