Em uma ação que sinaliza possíveis desdobramentos para o Brasil, o governo dos EUA ampliou sanções contra organizações criminosas na região. O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) passaram a ser classificados como organizações terroristas estrangeiras, com bases legais já definidas e ações de bloqueio financeiro em curso. A medida acompanha sanções aplicadas a cartéis mexicanos e ao grupo Tren de Aragua, da Venezuela.
O Departamento de Estado informou que a designação visa restringir ativos, operações e redes de apoio dessas organizações. Além disso, líderes procurados passaram a constar de listas de recompensa, com valores que podem chegar a milhões de dólares por informações que levem às capturas. O anúncio ocorre após ações contra o Jalisco Nueva Generación e outras redes transnacionais, destacando o endurecimento da política.
O Tren de Aragua, ligado ao tráfico de drogas, extorsão, prostituição e contrabando de pessoas, tem atuação documentada em estados brasileiros como Roraima, Amazonas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As autoridades ressaltam cooperação entre o grupo venezuelano e o PCC, visando facilitar operações transfronteiriças.
Entre os integrantes sancionados pelo Tesouro dos EUA estão figuras próximas à cúpula do Tren de Aragua. Um dos nomes citados é Johan Petrica, apontado como líder de operações de mineração ilegal e fornecedor de armas de uso militar para o grupo. A rede também já foi alvo de ações anteriores, com altas somas em jogo para informações que ajudem a localização de líderes-chave.
Outro destacamento da lista é Giovanni Vicente Mosquera Serrano, 37 anos, incluído entre os dez mais procurados pelo FBI. A autoridade americana classifica o Tren de Aragua como organização transnacional violenta, com atuação que envolve tráfico de drogas, pessoas, armas e crimes graves. As redes apontadas mantêm uma relação complexa com trafficking regional e internacional.
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