O ex-chefe da MI6 afirmou que seria “totalmente impossível” o Ministério das Relações Exteriores impor mitigadores para gerenciar as ligações de Peter Mandelson com figuras de alto escalão na China, Rússia e Israel quando ele era embaixador britânico nos EUA. A afirmação ocorreu após o Guardian revelar preocupações que levaram a recomendar impedimento à clearance de vetting desenvolvido em início de 2025.
Segundo o jornal, a agência de vetting avaliou ligações de Mandelson com o ministro das Finanças da China, Lan Fo’an, o oligarca russo Oleg Deripaska e o ex-general de inteligência militar de Israel, Tamir Hayman. Também havia receio envolvendo um quarto indivíduo britânico ligado ao político e um empréstimo de £1 milhão para investir em uma startup israelense.
Olly Robbins, ex-sec. permanente, concedeu a clearance apesar das ressalvas, sob a justificativa de medidas de gestão para mitigar riscos. Richard Dearlove, ex-chefe da MI6 entre 1999 e 2004, disse que tais mitigadores seriam impraticáveis e que não haveria forma viável de restringir o acesso a documentos.
Contexto
Fontes afirmam que UKSV recomendou negar a clearance, mas a decisão final ficou a cargo do Foreign Office. Emissários do Ministério das Relações Exteriores não comentaram formalmente o caso. Parlamentares criticaram a conduta do governo na divulgação de documentos.
A presidente da comissão de assuntos estrangeiros, Emily Thornberry, disse estar “muito irritada” com as evidências e questionou as afirmações de Robbins sobre o caráter borderline da recomendação. O secretário de oposição, Priti Patel, pediu maior transparência.
O governo prepara a divulgação de documentos após uma ordem parlamentar conhecida como humble address. A comissão de inteligência e segurança já acusou o governo de manter informações restritas de forma inadequada, o que alimenta debates no parlamento.
Autoridades do Foreign Office e de Mandelson foram contatadas para comentar o caso. A história continua em desenvolvimento, com novas informações sobre o processo de nomeação e a possível evolução das investigações.
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