A polícia financeira italiana anunciou a apreensão de bens e empresas avaliados em mais de € 200 milhões, ou cerca de R$ 1,1 bilhão, em uma operação relacionada à lavagem de dinheiro oriunda do tráfico de drogas. O alvo é o império criminoso associado ao falecido Matteo Messina Denaro, chefe da máfia siciliana.
A ação encerra uma investigação complexa que acompanhou lucros do tráfico desde os anos 1980, com ativos em diversos países europeus e fora do continente. Segundo o procurador-chefe de Palermo, a operação mapeou investimentos significativos no exterior.
Messina Denaro, natural de Castelvetrano, dirigiu o clã local da Cosa Nostra e foi preso em 2023 após três décadas foragido. Ele faleceu pouco tempo depois, de câncer, enquanto os promotores rastreavam os fluxos de riqueza ligados ao grupo.
Desdobramentos da operação
Ao menos três pessoas foram presas durante as ações, que tiveram desdobramentos na Suíça, Luxemburgo e Ilhas Cayman, com foco principal em Andorra, nos Pirineus.
Os investigadores identificaram oito empresas ligadas à rede de lavagem: cinco na Espanha, duas em Gibraltar e uma nas Ilhas Cayman. Também houve rastreamento de ativos em um banco libanês, além de ouro e imóveis de luxo.
O grupo teria utilizado estruturas financeiras para reinvestir lucros do tráfico de drogas acumulados ao longo das décadas. As autoridades afirmaram que os achados ajudam a desmantelar parte relevante da organização.
Giovanni Melillo, procurador nacional antimáfia, destacou que o objetivo é cortar o patrimônio da organização para impedir a projeção global da Cosa Nostra.
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