O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra a escritora E. Jean Carroll para apurar a possibilidade de perjúrio em depoimentos relacionados a dois processos civis contra o ex-presidente Donald Trump. A apuração, liderada pela Procuradoria Federal de Chicago, não significa, neste estágio, que haja acusações formais contra Carroll.
A investigação se concentra em declarações de Carroll sobre não ter recebido financiamento externo para os processos, citadas por agentes como base para a abertura do caso. Em 2022, a autora afirmou não ter recebido apoio financeiro, e seus advogados subsequentemente informaram que Reid Hoffman ajudou a cobrir parte das despesas jurídicas.
Trump já perdeu casos civis envolvendo Carroll. Em maio de 2023, jurados concluíram que ele abusou sexualmente de Carroll e a difamou ao mentir, mas não houve condenação por estupro. Em janeiro de 2024, outro júri determinou que ele a difamou, fixando a indenização em US$ 83 milhões. O ex-presidente nega qualquer ato ilícito e continua em disputas judiciais com Carroll.
Investigação para perjúrio
A ação está sob o guarda-chuva do Departamento de Justiça, com foco em depoimentos de Carroll em relação aos casos de Nova York e difamação de 2019. A divulgação aponta que a agência avaliou a possibilidade de inconsistências em declarações prestadas à Justiça.
Contexto processual e desdobramentos
A assessoria de Carroll, Roberta Kaplan, não respondeu aos pedidos de comentário. A assessoria de Trump mantém a defesa de que não houve qualquer ato ilegal. Todd Blanche, secretário de Justiça interino, chegou a agir de forma rápida após assumir o cargo, mas foi temporariamente impedido de atuar na investigação por ter atuado como advogado de Trump em recursos do caso Carroll.
Entre na conversa da comunidade