O Irã danificou 20 instalações militares americanas desde o início da guerra, segundo imagens de satélite e vídeos analisados pelo BBC Verify. As evidências apontam um alcance maior dos ataques do que o reconhecido anteriormente pelo governo dos EUA.
Desde o fim de fevereiro, ataques iranianos atingiram alvos em oito países do Oriente Médio, provocando prejuízos a sistemas de defesa aérea, aviões de reabastecimento e radares. As bases atingidas incluem instalações em Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Jordânia.
O conflito envolve bases americanas e instalações militares parceiras do Irã, respondendo aos bombardeios liderados pelos EUA e por Israel contra o Irã e o Líbano nos últimos três meses. O Pentágono afirmou ter atacado mais de 13 mil alvos iranianos desde o início da operação Epic Fury.
Segundo especialistas, as ações iranianas evoluíram de grandes ondas de mísseis para ataques mais precisos e direcionados. Analistas destacam que o Irã preserva mísseis e drones para alvos estratégicos, reduzindo o uso em ofensivas de maior escala.
Entre os danos, aparecem três sistemas de defesa antimísseis Thaad instalados em bases nos Emirados e na Jordânia. Avaliações estimam um custo elevado para substituição desses equipamentos, que envolvem bilhões de dólares.
Imagens também indicam aviões de reabastecimento e de vigilância danificados na base Prince Sultan, na Arábia Saudita, além de destruição de depósitos de combustível e hangares em Ali Al Salem e Arifjan, no Kuwait.
A dimensão dos estragos continua sendo estimada. O Pentágono revelou, em maio, que a operação resultou em cerca de 29 bilhões de dólares de custos, com centenas de aeronaves danificadas ou destruídas em várias plataformas, segundo parlamentares. Dúvidas sobre a cifra persistem entre analistas.
Diante da evolução do conflito, o líder iraniano Mojtaba Khamenei afirmou que territórios da região não servirão mais de escudo para bases americanas, ressaltando a intensificação da postura regional do Irã.
Especialistas afirmam que, se o cessar-fogo entre EUA e Irã se fragilizar, as vulnerabilidades identificadas nas bases regionais podem permanecer. Aposentadas as grandes ofensivas, as operações atuais exigem resposta tecnológica e logística rápida dos aliados.
Parcerias militares e cadeias de suprimento dos EUA enfrentam desafio de reposição de estoques estratégicos, diante de uma região em alerta contínuo e de novos riscos de retaliação. A análise de imagens de satélite continua a fornecer pistas sobre o alcance dos ataques.
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