Pelo menos parte do sul de Beirute, sobretudo a região de Dahiyeh, viveu um dia de tensão nesta segunda-feira. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, autorizou ataques contra alvos no subúrbio controlado pelo Hezbollah, elevando o tom de uma escalada no conflito regional.
O anúncio foi feito após a violação repetida do cessar-fogo e ataques contra cidades israelenses. O gabinete de Netanyahu informou que as forças armadas atacariam alvos terroristas na região. O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que a ofensiva atrasa a mediação entre EUA e Irã.
Desdobramentos no sul do Líbano
As operações aéreas já haviam atingido Dahiyeh nas primeiras semanas do confronto. Em paralelo, tropas israelenses capturaram o Castelo de Beaufort, atrito que amplia a pressão militar na zona fronteiriça. As autoridades libanesas apontam mais de 3.370 mortos no país desde 2 de março.
Israel descreve a área sob controle libanês como zona de segurança para proteger o norte do país contra militantes do Hezbollah. O número de militares israelenses mortos no período é de 24, além de quatro civis, conforme dados israelenses.
Reação internacional e diplomacia
A guerra no Líbano provocou deslocamento de mais de um milhão de pessoas, segundo autoridades locais. Na sequência, a França convocou o Conselho de Segurança da ONU para discutir a escalada. Os EUA realizaram encontros entre autoridades de Israel e Líbano para tentar uma desescalada.
Um esforço diplomático dos EUA, com participação de Beirute, propôs que o Hezbollah cesse ataques a Israel e que Israel se contenha, abrindo espaço para uma redução gradual de hostilidades. O seu antecessor, o presidente libanês, pediu que a parte israelense pare de atirar.
Observação final
Autoridades libanesas relatam que a ofensiva do fim de semana ampliou o confronto no sul e agravou o desafio para qualquer solução mediada. O conflito continuará a exigir vigilância internacional enquanto a região busca um cessar-fogo estável.
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