O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil recebeu com indignação a proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos importados. Ele disse que o governo fará o possível para evitar a taxação e que o caminho é o diálogo.
A avaliação de Alckmin é de que a medida é injusta, especialmente porque citações na seção 301 tratam do Pix, considerado patrimônio e conquista do povo brasileiro. O vice-presidente destacou que o diálogo já ocorria, mas poderia ser prejudicado por atos de supostos sabotadores.
A Representação Comercial dos EUA abriu a investigação em julho de 2025, analisando políticas brasileiras nos setores digital, financeiro, ambiental e de propriedade intelectual. Ao concluir, o USTR propôs a tarifa e deu prazo até 15 de julho para o Brasil adotar medidas corretivas.
Reações oficiais
Ministros presentes na coletiva enfatizaram a defesa do Pix, ressaltando sua importância para a soberania financeira do país. A atuação brasileira é pautada pelo interesse público, segundo eles, e pelo diálogo com Washington.
Durigan afirmou que a tarifa, se efetivada, pode prejudicar a economia e elevar custos para empresas e trabalhadores. Ele ressaltou que as premissas da seção 301 podem estar desatualizadas e que o governo buscará esclarecimentos para derrubar a tarifa.
Potencial impacto econômico
O ministro Rosa estimou que a taxação pode afetar até 21% das exportações brasileiras, com maior impacto em máquinas, plástico, madeira, calçados, ferro fundido e pesca. Ele destacou que as negociações estão em curso, mas permanecem sob risco de retrocesso.
Ameaças de retrocesso são citadas como possível consequência de avanços diplomáticos, segundo Rosa, que destacou a importância de manter a economia estável e a soberania. O governo segue trabalhando para esclarecer a situação com os EUA.
Entre na conversa da comunidade