A Suécia fechou um acordo significativo com a Ucrânia para reforço da defesa aérea, anunciando a venda de 20 caças Gripen E por US$ 2,9 bilhões. O governo sueco marcou ainda a doação de 16 caças Gripen C/D como apoio provisório, com entrega prevista para o início de 2027. O movimento ocorre em meio à escalada do conflito na Ucrânia e às pressões para elevar os gastos de defesa na Europa.
O acordo foi formalizado pelo primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, e pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. A Saab, fabricante dos caças, oferece o Gripen E, considerado moderno para operações em pistas remotas, com apoio logístico e de treinamento da indústria sueca. A Ucrânia já havia indicado interesse de ampliar a encomenda no médio prazo.
Desde 2022, a Suécia já destinou cerca de US$ 14,5 bilhões em ajuda à Ucrânia, incluindo pacotes militares e apoio econômico via UE e ONU. A operação ocorre em um contexto de maior integração europeia de defesa e de fortalecimento da OTAN, com a Finlândia já integrada à aliança.
Novas opções
Especialistas apontam que o Gripen E é visto como opção viável para operações em cenários próximos à Ucrânia, incluindo uso com reabastecimento e rearmamento rápidos. A Saab ressalta que a linha de produção em Linköping pode manter produção anual de cerca de 20 aeronaves, com possibilidade de aumentar para 30.
A produção brasileira também ganha impulso com a cooperação do Brasil na eventual montagem de partes e do painel digital dos Gripen, na unidade de Gavião Peixoto, em São Paulo. Atualmente, o Brasil possui 36 Gripen E em sua força aérea, com parte da fabricação compartilhada com a Saab.
O pré-acordo catalisou valorização da Saab na bolsa europeia, com alta de 7,6% no dia, destacando o papel da Suécia como articuladora de uma nova arquitetura de defesa na Europa. A tendência envolve maior protagonismo das indústrias de armamentos europeias na Ucrânia e na OTAN.
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