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EUA prendem CEO acusado de fornecer tecnologia militar ao Irã

CEO com dupla cidadania é preso nos EUA por vender equipamentos de origem norte-americana ao Irã, violando sanções por mais de uma década

1 de 1 jamshid-ghomi_3x2 - Foto: Divulgação/ Departamento de Justiça dos EUA
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Jamshid Ghomi, CEO de uma empresa de tecnologia da Califórnia, foi preso nos EUA sob acusação de fornecer equipamentos de origem norte-americana ao Irã, incluindo itens ligados a estruturas militares e ao programa nuclear. A prisão ocorreu nesta quarta-feira, 3 de junho, conforme informações do Departamento de Justiça dos EUA.

Segundo a acusação, Ghomi operava por meio da empresa Faraz Pardaz Rayaneh, com sede em Teerã, para adquirir e exportar tecnologias de origem americana para o mercado iraniano. O governo federal afirma que o esquema durou mais de uma década, burlando sanções e controles de exportação.

O DOJ descreve que Ghomi ocultava as transações por meio de empresas de fachada e documentação falsificada. A acusação sustenta que o empresário explorou os canais financeiros norte-americanos para movimentar equipamentos controlados até o Irã.

Além disso, o procurador Bill Essayli afirmou que Ghomi violou restrições comerciais dos EUA e forneceu tecnologia que poderia reforçar capacidades estratégicas do regime iraniano. O representante judicial ressalta o caráter lucrativo das operações.

De acordo com a acusação, entre 2011 e 2015 Ghomi comprou, por vias como contas pessoais no eBay e no PayPal, mais de 400 equipamentos de rede. Os itens teriam ido a intermediários nos Emirados Árabes Unidos antes de chegar ao Irã.

Entre 2023, Ghomi tería negociado diretamente com fornecedores situados em Minnesota e Nebraska. Os equipamentos seriam encaminhados por uma empresa de fachada nos Emirados Árabes e, depois, pela Faraz Pardaz Rayaneh.

Entre 2014 e 2018, a acusação sustenta que Ghomi coordenou o envio de mais de 250 toneladas métricas de equipamentos de rede ao Irã, utilizando intermediários em Dubai para ocultar o destino final. As autoridades não informaram detalhes adicionais sobre as cadeias logísticas.

Apenas Ghomi e a Faraz Pardaz Rayaneh não teriam autorização do Departamento do Tesouro para as transações investigadas. A investigação segue em curso para esclarecer a extensão das operações e os destinos das mercadorias.

Ghomi, que vive em uma mansão avaliada em cerca de US$ 35 milhões em Newport Beach, permanece detido. O empresário deve comparecer a um tribunal federal em Los Angeles nesta quarta-feira. A defesa não apresentou posicionamento público até o momento.

Contexto e próximos passos

As autoridades destacam que o caso envolve violação de sanções dos EUA e possível impacto na segurança nacional. A Justiça não divulgou novas informações sobre cobranças específicas ou eventual pedido de fiança no momento.

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