O Fórum de Lisboa encerrou a maior edição da história nesta quarta-feira, 3, em Lisboa, com recorde de público. Ao longo de três dias, 2.867 pessoas participaram, sendo 2.435 credenciadas e 432 palestrantes distribuídos em 70 painéis.
O fechamento reuniu representantes da academia, de instituições públicas e do setor produtivo, em tom de diálogo e cooperação internacional. O objetivo foi debater IA, soberania digital e mecanismos multilaterais diante de desafios atuais.
Gilmar Mendes apontou que a edição reforça o espaço de construção de pontes entre diferentes áreas do conhecimento e atores públicos. O ministro destacou ainda o contexto de entrada comercial do Acordo Mercosul-União Europeia como tema relevante.
Participação e resultados
A análise oficial do evento mostrou aumento na participação feminina, com 31% entre os painelistas e 37% entre os palestrantes dos painéis principais. Em números absolutos, 135 mulheres atuaram como palestrantes, frente a 96 no ano anterior.
Segundo Mendes, a representatividade foi ampliada, contribuindo para debates mais amplos e diversos. A organização também recebeu sugestões para ampliar a participação internacional e aperfeiçoar o acompanhamento das discussões.
Contexto e perspectivas
O ministro lembrou que, além das negociações internacionais, as transformações ligadas à inteligência artificial exigem nova abordagem para a soberania. Ele afirmou que a soberania hoje se decide também em código, não apenas em tratados.
Ao encerrar o encontro, Mendes agradeceu às instituições organizadoras e aos participantes de várias nações, e confirmou a volta do fórum para 2027, de 5 a 7 de julho, marcando 15 anos de diálogo democrático.
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