A Itália abriu a emissão da identidade eletrônica diretamente nos comuni, para cidadãos italianos inscritos no AIRE. A mudança passou a valer em junho de 2026. A alteração busca facilitar o acesso a documentos para quem vive no exterior.
Antes dependentes de consulados, italianos no exterior poderão solicitar a CIE em qualquer comune na Itália. A medida é válida para quem estiver viajando e com situação cadastral em dia, segundo a Lei nº 11, de 19 de janeiro de 2026.
A novidade chega em um contexto de grandes fluxos de cidadãos com cidadania italiana no Brasil, incluindo ítalo-brasileiros, que enfrentavam filas nos consulados em cidades como São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e outras.
Como funciona a CIE
A Carta d’Identità Elettronica é o documento italiano em formato digital. Ela substitui, aos poucos, o modelo em papel e traz recursos de segurança para reduzir fraudes. Além de identificação, facilita acesso a serviços públicos digitais.
A emissão continua condicionada a requisitos cadastrais: cidadania italiana reconhecida, inscrição regular no AIRE e atualização dos registros civis junto ao comune. Pendências cadastrais podem impedir a emissão.
Impacto para quem pretende morar na Europa
Com a atualização, quem planeja viver na Itália pode manter documentação atualizada, facilitando abertura de contas, contratos de aluguel e serviços públicos. A medida reduz a dependência de filas consulares.
A CIE não substitui o passaporte em viagens internacionais para fora da União Europeia. Para deslocamentos Brasil-Italia, o passaporte continua como principal documento de viagem.
Fonte oficial indica que a mudança é parte de um movimento de modernização dos serviços públicos italianos. O governo não informou prazos adicionais para implementação integral em todos os comuni.
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