Nesta quarta-feira, 3, Jamshid Ghomi, CEO da Faraz Pardaz Rayaneh, empresa de redes de computadores sediada em Teerã, foi preso em Newport Beach, Califórnia. Ele é acusado de fornecer equipamentos de rede de origem norte-americana ao Irã para uso pelas Forças Armadas e no programa nuclear do regime.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Ghomi possui cidadania dupla e residia em uma mansão na região metropolitana de Los Angeles. A apuração aponta que, ao longo de mais de uma década, ele utilizou a empresa para adquirir os itens e repassá-los a clientes no Irã.
A investigação indica que as negociações envolveram tecnologia sensível de redes sem autorização formal do governo norte-americano. O promotor responsável, Bill Essayli, destacou que a venda de componentes de redes para o Irã poderia favorecer ações contra os EUA.
A Procuradoria-Geral informou que Ghomi e a empresa não possuíam autorização do Tesouro dos EUA para tais transações. A previsão é que Ghomi compareça a um tribunal de Los Angeles ainda nesta quarta-feira, para as formalidades iniciais do processo.
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