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CEO de tecnologia na Califórnia é acusado de contrabandear equipamentos para Irã

Acusado de violar sanções dos EUA ao enviar equipamentos de rede para o Irã; pode pegar até vinte anos de prisão e ter ativos confiscados

Police handout
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Jamshid Ghomi, empresário americano de origem iraniana, foi preso nos EUA por suspeita de violar sanções ao enviar equipamentos de redes de origem norte-americana para o Irã, incluindo setores nucleares e militares. A prisão ocorreu na manhã de quarta-feira, em Newport Coast, região de Los Angeles.

Segundo a Justiça, Ghomi operava por meio da empresa de networking sediada em Teerã, Faraz Pardaz Rayaneh Co. Ltd. (FPR). Ele é acusado de coletar, adquirir e despachar centenas de toneladas de equipamentos sofisticados entre 2011 e 2024.

De acordo com documentos oficiais, Ghomi utilizava o traje de negócios para facilitar envios para o Irã via Emirados Árabes Unidos. As autoridades afirmam que parte desses itens visava usuários sensíveis ligados ao regime iraniano.

A acusação envolve conspiração para violar a International Emergency Economic Powers Act. A ação aponta que Ghomi lucrava milhões com a venda de peças de rede de tecnologia norte-americana para o Irã, desrespeitando sanções.

Os investigadores indicam que Ghomi ocultou as transações, usando intermediários em diversas jurisdições para lavar os recursos obtidos com as atividades. A promotoria sustenta que ele transferiu fundos para a Califórnia e mantinha negócios marcados como “herança estrangeira”.

Entre 2011 e 2024, a acusação diz ter movimentado mais de 15 milhões de dólares para si, com registros fiscais enganosos. Parte dos recursos teria sido destinada à construção de uma mansão em Orange County, adquirida em 2010 por quase 4,5 milhões de dólares.

Ghomi foi apresentado à Justiça na quarta-feira e não apresentou defesa ainda. A audiência de instrução está marcada para 13 de julho, segundo a emissora ABC News.

O processo também cita que Ghomi é CEO da FPR, empresa com clientes iranianos diversos, incluindo governos locais. Autoridades afirmam que uma parcela relevante da demanda foi destinada aos setores nucleares e militares do Irã.

As autoridades destacam que a investigação continua em curso e que o caso se insere no contexto de tensões entre EUA e Irã, com ações regulatórias para coibir atividades sancionadas. O presidente dos EUA disse, recentemente, que negociações entre os dois países seguem em andamento.

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