O Fórum de Lisboa, realizado na capital portuguesa de 1º a 3 de junho, realizou a edição mais extensa da sua história. Ao todo, 2435 credenciados, 432 palestrantes e 2867 participantes puderam escolher entre 70 painéis distribuídos pela reitoria e pelos espaços da Faculdade de Direito de Lisboa.
O encontro, que ganhoustatus internacional, foi aberto pelo anfitrião Gilmar Mendes, decano do STF. O evento nasceu como Fórum Jurídico, ampliou-se para incluir outras áreas do conhecimento e projeta crescimento para 2027, quando pretende realizar a 15ª edição em julho.
Organizadores e apoiadores seguem firmes na linha de debate sobre IA, democracia e soberania. O Fórum é organizado pelo IDP, pelo Lisbon Public Law Research Centre da FDUL e pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário, ligado à FGV Justiça.
Participação de autoridades e convidados
Entre os participantes estiveram ministros do STF ativos e aposentados, além de integrantes do STJ e do TCU, fortalecendo o caráter multiinstitucional do debate. Palestrantes internacionais incluíram o jornalista Thomas Friedman e o Nobel de Economia Joel Mokyr.
O tema central deste ano manteve o foco na Inteligência Artificial e no papel das plataformas digitais. Vários debatedores defenderam regulação das redes para evitar manipulações algorítmicas e impactos sociais decorrentes de estados de opinião.
Perspectivas e próximos passos
Durante o encerramento, ficou definida a continuidade do diálogo entre poder público, Judiciário e setor privado. A ideia é transformar parte das propostas em ações concretas, ainda sem data fixa, para melhoria de governança tecnológica.
A agenda para 2027 já está traçada com novas datas. O Fórum de Lisboa pretende manter o formato ampliado, incluindo mais vozes técnicas e institucionais, buscando consolidar a posição de Lisboa como polo regional de regulação de IA.
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