O presidente Vladimir Putin afirmou não ver motivos para um encontro com Volodymyr Zelensky no momento. A declaração veio após Zelensky publicar uma carta aberta pedindo negociações presenciais para encerrar a guerra.
Putin falou aos delegados no principal fórum econômico de São Petersburgo. Disse que só haveria sentido em conversar se a Ucrânia aceitasse interromper o avanço das forças russas e apresentasse propostas de acordo de longo prazo.
Ele mencionou ter lido a carta “de forma breve” e criticou pontos que considerou inadequados, como menção à idade dele. Ressaltou, porém, que não rejeita encontros no futuro, desde que haja acordos estruturados.
A carta de Zelensky
Na carta, Zelensky responsabiliza Putin pela continuidade do conflito nas últimas duas décadas e afirma que a guerra é uma decisão pessoal do líder russo. O texto fala em custos para a Ucrânia, para a Rússia e para a economia global.
O presidente ucraniano propõe cessar-fogo total durante as negociações e uma troca completa de prisioneiros. A carta também sugere realizar o encontro em país neutro, com a participação de parceiros internacionais.
Reação na Rússia
Nacionalistas russos rejeitaram a carta, chamando-a de manobra de relações públicas. Identificaram a peça como tentativa de descontentamento interno na Rússia, sem indicar caminhos práticos para o fim do conflito.
Em outra coletiva, Putin reiterou que as propostas de paz apresentadas por terceiros, incluindo figuras políticas internacionais, podem influenciar o andamento das negociações caso Kiev tenha disposição a concessões.
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