O tema central do conflito entre Rússia e Ucrânia, segundo o professor Alexandre Coelho, não é apenas território. Países europeus temem uma guerra irregular ou híbrida, com espionagem, sabotagem e ataques a infraestruturas, aliados a desinformação. A avaliação é dele, em entrevista ao Hora H.
Coelho afirma que a Rússia pode estar usando submarinos para mapear cabos estratégicos na Europa, integrando essa prática a operações de sabotagem e ataques cibernéticos. A preocupação é da estabilidade europeia e da segurança das redes críticas.
Outra frente é a defesa ucraniana. O professor diz que Kiev atua para conter o avanço russo, atacando logística inimiga, vias férreas e fornecimento de combustível. Drones de longo alcance atingem alvos em território russo, incluindo refinarias.
Interdição ucraniana e tecnologia
A análise ressalta que a Ucrânia busca interromper capacidades russas por meio de superioridade tecnológica. Robôs e drones têm reduzido a vantagem convencional da Rússia, segundo Coelho, que diz ainda que o país evita ver a Rússia declarar vitória.
A equipe de Kiev tem conseguido frear avanços ao minar a logística adversária, com impactos na linha de frente. O uso estratégico de tecnologia é destacado como fator decisivo no momento do conflito.
Apoio norte-americano e cenário político
A Câmara dos Representantes aprovou um pacote bilionário de ajuda à Ucrânia, com novas sanções à Rússia. Para Coelho, esse movimento reforça as possibilidades de ataque aéreo ucraniano com mísseis de maior alcance.
Em paralelo, o professor aponta uma sobreposição de tensões regionais que afetam o cenário político dos EUA. Trump enfrenta dificuldades tanto na Ucrânia quanto na relação com o Irã, conectadas a decisões do Congresso.
Trump, segundo a leitura do especialista, pode ver sua posição enfraquecida por tensões envolvendo o Irã, o Hezbollah e aliados regionais. A situação é descrita como um momento delicado na diplomacia norte-americana, com impacto internacional.
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