Ucrânia e Rússia realizaram nesta sexta-feira 5 uma nova troca de prisioneiros de guerra, com cada lado recebendo de volta 185 militares. A operação integra um acordo de libertação de mil prisioneiros de cada lado, dentro de um cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos no início de maio.
A maioria dos ucranianos repatriados estava em cativeiro russo desde 2022, afirmou o presidente Volodymyr Zelensky em publicação na rede social X. O chefe de Estado acrescentou que a Rússia também devolveu um civil ucraniano.
De acordo com o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, o mais velho dos militares que retornaram tem 62 anos. A troca desta sexta-feira é a segunda sob o acordo entre os dois países para a libertação de mil prisioneiros de guerra de cada lado.
Mediação internacional
Os Emirados Árabes Unidos atuaram como mediadores da operação desta sexta-feira, conforme informou o Ministério da Defesa da Rússia em mensagem publicada no Telegram. O país já havia intermediado rodadas anteriores.
A troca ocorre no contexto de tensão entre Moscou e Kiev, com observadores destacando impactos na segurança regional. Em paralelo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a guerra na região constitui ameaça para os países da fronteira oriental da UE.
Ameaças na região e novo episódio
Em Constanta, no Mar Negro, na Romênia, um drone parecido com os usados no conflito anterior atingiu um terminal de petróleo e se autodestruiu, sem vítimas, segundo o Ministério da Defesa romeno. Von der Leyen reforçou solidariedade aos Estados membros expostos às ameaças.
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