O Web Summit Rio 2026 começa hoje no Riocentro, com foco centrado na geopolítica da tecnologia. Paddy Cosgrave, fundador e CEO do evento, afirma que a disputa entre modelos abertos e fechados de IA pode redesenhar o mapa global da indústria. A abertura ocorre às 18h.
Cosgrave aponta que, por duas décadas, a internet, o celular e a IA foram moldados principalmente pelos Estados Unidos, mas agora o Sul Global passa a compor esse desenho. O tema central envolve a tensão entre IA fechada e ecossistemas open source, com a China ganhando protagonismo em determinados formatos.
A edição de 2026 prioriza soberania digital, infraestrutura de IA, exploração de terras raras, regulamentação e disputas geopolíticas. Pela primeira vez, a América Latina busca estabelecer-se não apenas como consumidora, mas como potencial produtora de tecnologia em escala global.
Participantes-chave e programação
Entre os participantes estão Marcio Aguiar, da operação da Nvidia na América Latina; Paula Bellizia, da AWS; Fábio Coelho, presidente do Google Brasil; Christian Rôças, da OpenAI para creators e comunidades na região; e Henna Virkkunen, da Comissão Europeia, em temas de soberania tecnológica e democracia.
Entre os componentes não humanos, destaca-se o robô humanoide G1, da empresa chinesa Unitree, com IA open source. Segundo Cosgrave, ele oferece compreensão de linguagem natural a baixo custo em comparação a modelos ocidentais. O organizador reforça que o diferencial do Web Summit é a rede de contatos gerada no encontro.
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