Dois oficiais e um soldado do Exército libanês morreram em um ataque israelense a um veículo militar no sul do Líbano, neste sábado. As informações foram confirmadas pelo Exército libanês, que acrescentou ter aberto investigação sobre o ocorrido. Israel disse que o ataque ocorreu após identificar uma ameaça e receber indícios de que o Hezbollah planejava atacar tropas na região.
A intervenção ocorreu na estrada Khardali-Nabatieh, cerca de 70 km ao sul de Beirute, segundo o Exército do Líbano. O Exército israelense afirmou que o veículo era alvo de uma operação de precaução diante de possíveis ações hostis vindas da área.
O Hezbollah, aliado do Irã, condenou o ataque, chamando-o de deliberado e parte da agressão contínua de Israel contra o Líbano. O grupo afirmou que houve desrespeito à soberania libanesa e citou supostas concessões que teriam encorajado a ofensiva.
Contexto e reação
O presidente do Líbano, Michel Aoun, condenou o ataque, afirmando que viola a soberania do país e o direito internacional, ampliando riscos à estabilidade no sul. O Exército libanês, em geral, tem ficado afastado das hostilidades entre Hezbollah e Israel.
O conflito envolve o Hezbollah desde 2023, quando o grupo abriu uma frente contra Israel para apoiar o Hamas em Gaza. Em 2024, a guerra resultou em ataques e destruição no sul e leste libanês, com um cessar-fogo mediado pelos EUA entrando em vigor em novembro daquele ano.
O Hezbollah rejeita propostas de cessar-fogo condicionadas ao desarmamento, afirmando que Israel deve interromper os ataques e retirar as suas forças. O governo libanês mantém apoio aos esforços internacionais para uma trégua duradoura, sem comprometer a soberania nacional.
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