O Irã reivindicou que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) politiza a supervisão do programa nuclear do país. Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, reports técnicos não devem virar pressão política para qualquer solução diplomática.
Ele afirmou que a perda de capacidade de verificação em algumas instalações decorreu dos ataques ocorridos, e não da falta de cooperação iraniana. Alega ainda que a agência usa as consequências dos ataques para criar ambiguidade sobre o programa.
A declaração coincide com o envio, pela AIEA, de um relatório aos membros da organização na quinta-feira, com poucas alterações em relação ao relatório de fevereiro. O documento reiterou pedidos sobre o destino de estoques de urânio enriquecido.
Mudança de tema: contexto e impactos
O urânio enriquecido do Irã tem sido obstáculo nas negociações com os EUA para encerrar a guerra. Washington e Tel Aviv defendem a conclusão do programa nuclear de Teerã como objetivo central, com novos ataques no fim de fevereiro.
O relatório confidencial foi visto pela Reuters antes da próxima reunião do Conselho de Governadores da AIEA. A análise aponta que o acordo de salvaguardas deve ser implementado sem suspensões por parte do Irã.
Detalhes de inspeção e estoques
A AIEA não conseguiu retornar a locais nucleares bombardeados em junho do ano passado. Dados sobre estoques de HEU e LEU, incluindo urânio de alta pureza, permanecem incompletos. A agência alerta para riscos de proliferação.
A falta de continuidade do conhecimento sobre o material nuclear, especialmente nos locais atingidos, é descrita pela AIEA como uma preocupação que requer solução urgente. A situação complica a verificação do cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
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