Israel realizou ataques aéreos no início de segunda-feira, mirando alvos centrais e ocidentais no Irã, em retaliação ao lançamento de mísseis vindo de Teerã. O ataque aumenta o risco de escalada na região.
_explosões_ foram ouvidas na cidade de Isfahan, Karaj, Tabriz e em Teerã, segundo a televisão estatal iraniana. Testemunha em Teerã relatou uma explosão de grande magnitude ao oeste da capital. O espaço aéreo próximo ao aeroporto Imam Khomeini foi fechado pela defesa iraniana.
O exército israelense afirmou ter atingido alvos militares do regime iraniano no oeste e centro do Irã. O anúncio foi feito ao amanhecer, sem detalhar a operação. O Irã disse que respondeu aos ataques, com a Guarda Revolucionária acusando Israel de usar mísseis balísticos lançados por ar.
Desdobramentos regionais
Autoridades dos EUA informaram que o ex-presidente Donald Trump conversou com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu sobre o episódio, incentivando evitar retaliação imediata. O governo americano não comentou oficialmente se houve coordenação com Israel.
Observa-se que ataques iranianos teriam como retaliação ações de Israel em Beirute, na área sul de Dahiyeh, que fere uma trégua com o Líbano. Não há confirmação de danos adicionais fora do Líbano. Um míssil lançado do Iêmen supostamente foi interceptado pelas defesas aéreas de Israel.
Outras implicações
Observadores indicam queda de mais de 3% no preço do petróleo Brent após os ataques. O barril operou acima de 96 dólares na abertura, refletindo a incerteza geopolítica na região.
Parlamentares iranianos sinalizaram que alvos próximos a bases e ativos dos EUA na região passaram a ser considerados legitimamente acionáveis. As discussões giram em torno de novos parâmetros para circulação de navios no estreito de Ormuz, sob condições definidas por Irã e Omã, inclusive tarifas de passagem, conforme anunciado por embaixador iraniano.
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